Blog do Quesada

Arquivo : setembro 2012

Ganso está furioso com Laor
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Leandro Quesada

A relação entre o presidente e o meiocampista é a pior possível. Ganso não esconde de ninguém a raiva com a postura do mandatário do Santos. O craque tentou falar com Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro mas o dirigente não atendeu o celular.

O staff do atleta (leia família e DIS) também estão irritados com as dificuldades impostas pelo clube da Vila Belmiro. A DIS garante ter cumprido todas as exigências para fechar o negócio.

A DIS e o São Paulo aceitaram até repassar 5% do valor de uma possível venda de Ganso do Tricolor para outro clube.

Quando tudo parecia certo para oficializar a transferência para o São Paulo, o Santos exigiu a anistia da dívida de 8 milhões de reais com o desafeto grupo DIS ou que o tricolor do Morumbi assumisse os valores.

Do total de 23,9 milhões de reais – investidos para comprar 45% dos direitos econômicos do Santos – cerca de sete milhões seriam bancados pela própria DIS. No final das contas, o São Paulo ficaria com 33% dos direitos econômicos de Ganso.

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Ganso e Laor, juntos, em momento bem diferente do atual


Falcão encerra conversas com o Palmeiras
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Leandro Quesada

Em uma conversa rápida com o jornalista Alexandre Praetzel, da Rádio Bandeirantes, por telefone, Falcão encerrou a possibilidade de dirigir o Palmeiras.

A questão financeira foi o entrave.

No texto anterior, eu expliquei a situação:

No caso de Falcão, a diferença entre o valor oferecido pelo Palmeiras e a quantia pedida pelo técnico encerrou por hora as conversações entre as partes.

Falcão pediu R$ 450 mil por mês para dirigir o Palmeiras (valor total para a comissão técnica com os assistentes Julinho e Ivan). Arnaldo Tirone não concordou e ofereceu 250 mil. Esbarrou neste quesito.

O diretor financeiro do Palmeiras, Marcos Bagattella, conversou com o empresário do treinador, o ex-jogador Titi sobre a vinda de Falcão.

Bagattella ouviu que Falcão ganhava “mais de 250 mil reais” no Bahia e “não era possível receber menos” para comandar o Verdão.

Falcão exigia contrato até o final de 2013 mas aceitaria discutir a saída, sem multas, caso o time não consiga se livrar do rebaixamento.

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Tirone: Cristóvão Borges e Falcão no páreo
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Leandro Quesada

“Falcão está de stand by. Ainda não desistimos dele. Cristóvão Borges é um nome interessante. Queremos definir o mais rápido possível”, disse o presidente Arnaldo Tirone, em entrevista à Rádio Bandeirantes, ao apontar os nomes para assumir o posto de Felipão.

A “pressa” em definir o novo técnico existe, segundo Tirone. “Ele pode chegar pela manhã e dirigir o time à tarde”, indicou o mandatário sobre a possibilidade de estreia no duelo entre Figueirense x Palmeiras, em Floripa, no sábado.

No caso de Falcão, a diferença entre o valor oferecido pelo Palmeiras e a quantia pedida pelo técnico encerrou por hora as conversações entre as partes.

Falcão pediu R$ 450 mil por mês para dirigir o Palmeiras (valor total para a comissão técnica com os assistentes Julinho e Ivan). Arnaldo Tirone não concordou e ofereceu 250 mil. Esbarrou neste quesito

O diretor financeiro do Palmeiras, Marcos Bagattella, conversou com o empresário do treinador, o ex-jogador Titi sobre a vinda de Falcão.

Bagattella ouviu que Falcão ganhava “mais de 250 mil reais” no Bahia e “não era possível receber menos” para comandar o Verdão.

Falcão exigia contrato até o final de 2013 mas aceitaria discutir a saída, sem multas, caso o time não consiga se livrar do rebaixamento.

Já Cristóvão Borges fez um trabalho reconhecido no Vasco da Gama e seria “mais barato” que Falcão.

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A “ponte” para levar Ganso ao PSG
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Leandro Quesada

O “jogo duro” do Santos nas negociações de venda de Ganso ao São Paulo não se resume aos valores discutidos pelas partes.

Outro fator é discutido dentro da cúpula de futebol do alvinegro. O temor é que Ganso seja repassado depois pelo São Paulo para algum clube da Europa. O PSG da França, dirigido por Leonardo, tem canal aberto com o tricolor após a compra de Lucas.

Certamente, Ganso seria negociado por valores maiores que aqueles apresentados neste negócio envolvendo Santos e São Paulo. A possibilidade do rival fazer muito dinheiro com Ganso nos próximos anos deixa a direção santista em uma situação difícil com investidores e conselheiros.

O pensamento é simples: Ganso pode não ser a solução dentro de campo no momento, mas tem valor de mercado e o Santos não pode perder dinheiro.

A bola continua com Ganso. Ele é quem vai definir o futuro. E Ganso quer jogar no Morumbi.

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Os fantasmas do rebaixamento
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Leandro Quesada

Condenar qualquer time ao rebaixamento é prematuro neste momento. São treze rodadas para o final do Brasileirão. São 39 pontos em disputa até lá.

O risco existe, claro, mas daí dizer que o destino está selado é um exercício de futurologia que não cabe.

Veja o caso do Palmeiras. A vitória contra o rival Corinthians não veio mas outros times como Coritiba, Figueirense e Lusa também estagnaram e Sport e Flamengo não avançaram muito. O Atlético-GO venceu mas ainda corre risco.

Bahia e Náutico, por outro lado, vão se distanciando das últimas posições.

Se na matemática ainda é possível se apegar para fugir da segunda divisão no ano que vem, no aspecto psicológico a leitura é outra. A falta de confiança na hora do passe, o desespero de um chute ou a indecisão de uma defesa são adversários mais terríveis que os próprios rivais de fato. O descontrole emocional provoca reações que normalmente não são vistas. Além disto, nas arquibancadas, os torcedores são contaminados pelo ambiente pesado. Em vez de ajudar, eles atrapalham, cobram além do necessário e aumentam o peso nas costas dos já pressionados jogadores.

A capacidade de equilibrar com inteligência as pressões é uma das armas vitais para escapar da degola. E, basicamente, jogar tudo que não jogou até aqui.

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Na próxima rodada, as emoções seguem. Figueirense e Palmeiras farão um duelo nervoso, em Floripa. Não menos nervosas serão as partidas Sport x Coritiba e Atlético-GO x Flamengo.

A propósito, estes três encontros envolvem os seis últimos colocados do Brasileirão 2012.

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Jorginho: “Jamais pediria demissão do Bahia”
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Leandro Quesada

Um dos cotados para assumir o Palmeiras não foi liberado para deixar o Bahia e assumir outro posto. “É respeito ao time que dirijo. Meus princípios falam mais alto. Eu jamais pediria para sair do clube. O presidente disse que eu poderia pedir para sair mas eu não faria isso. Se tivesse um acordo, talvez”, explicou Jorginho.

Jorginho admite que nem sempre os clubes “bancam” a permanência dos treinadores, principalmente, quando os resultados não aparecem. “Hoje eu sou técnico do Bahia. Amanhã vai saber… Eu tomo duas porradas e to fora”, reclamou.

A situação do Bahia, com 28 pontos, oito a mais que o Palmeiras, é menos delicada no campeonato brasileiro. Jorginho assumiria um time na zona da degola, em situação crítica. Mas isso não o preocuparia. “Do décimo colocado pra baixo, todos correm risco de rebaixamento. O Bahia e o Palmeiras estão nesta situação”, avalia.

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Jorginho, em 2009, quando foi treinador do Palmeiras


Saída de Felipão não é garantia de reação
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Leandro Quesada

A demissão de Felipão por si só não basta para salvar o Palmeiras da degola. A decisão tomada pela diretoria palmeirense repete a filosofia antiga de demitir o técnico e preservar o grupo de jogadores, entendendo que tal atitude é a maneira mais correta para mudar o rumo das coisas.

A maioria dos conselheiros pressionava o presidente Arnaldo Tirone a mandar embora o pentacampeão mundial. Deu certo.

Eu, sinceramente, não penso que a saída do técnico será suficiente para que a equipe possa reagir no Brasileirão. É uma aposta perigosa que em vez de dar certo pode complicar, definitivamente, a situação da equipe. Um verdadeiro tiro no pé.

O Palmeiras, no entanto, considera que a demissão de Felipão e a chegada de um novo treinador poderá mexer com o elenco na reta final do campeonato.

A impressão é que Felipão é o único culpado pela campanha sofrível realizada pelo Verdão no Brasileirão 2012. Não é!!! O time está abaixo do nível que o clube merece. É fato. Mesmo assim, a presença na zona de rebaixamento não se justifica. Outros times são inferiores ao Palmeiras e estão em uma posição melhor na classificação.

A questão da saída de Felipão é uma repetição de outras quedas de treinadores nos últimos anos. Luxemburgo foi demitido na calada da noite, Antônio Carlos teve pouco tempo e Muricy não emplacou. É inexplicável o Palmeiras contar com profissionais reconhecidos e fracassar na maioria dos torneios.

A demissão livra a “cara” de Felipão. Se o time cair, ele poderá dizer que tiraram a possibilidade de ajudar o time a fugir da segundona.

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Belluzzo ainda acredita em Valdivia
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Leandro Quesada

Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente do Palmeiras, contratou o mago chileno depois da Copa de 2010. Contratação, à época, elogiada pela maioria. Dois anos depois, Valdívia não conseguiu responder com boas atuações o alto investimento feito pelo clube.

Belluzzo ainda acredita na recuperação do meia: “Eu acho que ele pode jogar bem no Palmeiras. Se eu o encontrasse, pediria para que ele pudesse se esforçar mais. O Palmeiras com Valdivia é diferente”.

Na entrevista que concedeu à Rádio Bandeirantes, Belluzzo disse que acredita que o Palmeiras não cairá para a segunda divisão. “Não posso como palmeirense admitir que o time vai cair. Nos últimos dois jogos atuou melhor, teve posse de bola, mostrou vontade mas perdeu. É preciso ter paz de espírito. A ansiedade não ajuda nada”, sugeriu.

Felipão é na opinião do ex-mandatário o “trunfo” para o Verdão se afastar do risco de rebaixamento.

No campo político, Belluzzo adota a retórica pacificadoras e espera que as disputas não atrapalhem o desempenho do Palmeiras na tentativa de fugir da degola: “É preciso pensar no clube e não nos interesses particulares. Já os torcedores devem apoiar o time neste momento. Temos quinze jogos e não podemos achar que a equipe está condenada”.

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Corinthians e Odebrecht divergem sobre inauguração de estádio
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Leandro Quesada

O clube do Pq. São Jorge já trabalha nos bastidores na organização do jogo inaugural contra um time do exterior. O dia 1° de setembro de 2013, quando o Corinthians completará 103 anos de vida, seria a data ideal para a estreia da nova casa do Timão.

O secretário especial da Copa, Gilmar Tadeu adota a cautela ao falar sobre a partida de inauguração: “Nós temos que ser cautelosos. Se for antecipado melhor mas não podemos prometer antes, pois seria um tiro no pé”.

A opinião do secretário da Copa é sustentada pelo engenheiro Frederico Barbosa, da construtora Odebrecht. “Seria prematuro falar em antecipar. Nossa projeção é dezembro de 2013, dentro do cronograma estabelecido”, explicou.

O ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez diz em público, para quem quiser ouvir, que o estádio “estará pronto em setembro” do ano que vem.

O Estádio do Corinthians – que custará cerca de 820 milhões de reais – será o palco da abertura da Copa de 2014.

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Muricy reprova críticas de Léo ao ‘caso Ganso’
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Leandro Quesada

Com a posição de jogador mais vitorioso pós geração Pelé, o lateral Léo desabafou sobre a indefinição do caso Ganso.

O veterano de 37 anos pediu respeito com o colega de time e bateu forte na cúpula de futebol santista e no grupo gestor ligado ao clube pela demora em dar solução ao imbróglio.

“Tem de acabar com esta novela mexicana, esta palhaçada já encheu o saco. Já passou da hora de definir a situação do Ganso. Eu não estou dando recado pra ninguém mas o jogador é campeão aqui e deve ser valorizado”, disse, em tom firme, Léo.

O técnico Muricy Ramalho, muito incomodado com o assunto, reprovou as declarações de Léo e afirmou que “em alguns momentos é melhor não se meter”.

“A gente não sabe nem 10% do que acontece dentro do clube e não deveria se meter. Tem muita coisa envolvida… É melhor nem falar. Eu espero que tudo se defina para o bem do Santos e de Ganso. Quero o final feliz pois gosto do jogador”, completou.

O diretor de futebol do Santos, Pedro Nunes Conceição, colocou panos quentes na posição de Léo: “De cabeça quente o jogador fala algumas coisas. Agora é uma situação entre a diretoria e o jogador”.

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O experiente Léo desabafa sobre o caso Ganso