Blog do Quesada

Arquivo : novembro 2012

Ricardo Teixeira ainda ‘habita’ a CBF
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Leandro Quesada

Em meio ao processo turbulento da demissão de Mano Menezes, a saída forçada de Andrés Sanchez e as voltas de Felipão e Parreira, poucos notaram que estes profissionais foram símbolos da era Ricardo Teixeira na CBF. O ex-presidente ainda sobrevive na entidade, de alguma forma.

Felipão e Parreira foram técnicos vitoriosos sob o comando do ex-dirigente que deixou o cargo após uma série de denúncias.

Parreira, por exemplo, sempre foi tratado como o homem que poderia solucionar os problemas na seleção. Teixeira via neste profissional um sujeito preparado para assumir as responsabilidades quando a coisa esquentasse. Foi assim em 94, na pressão sobre a seleção que não vencia a Copa desde 70. Também em 2006, para dar continuidade ao trabalho vitorioso de Felipão.

Já Felipão, na primeira passagem, assumiu o cargo depois de Luxemburgo e Leão. A seleção vivia a preocupação de não conquistar a vaga na Copa Coreia-Japão. Ronaldo era tido como acabado para o futebol.

Teixeira deu plenos poderes ao gaúcho. Felipão barrou Romário, trouxe Ronaldo de volta e criou a Família Scolari. Final da história: Brasil, pentacampeão.

Outros nomes que passaram pela seleção e estão cotados agora, trabalharam na era Teixeira: Américo Faria, Flávio Murtosa, Paulo Paixão e Carlos Pracidelli.

O tempo passou mas alguns resistem às mudanças e voltam aos cargos quando as pressões atrapalham, as cobranças ficam mais exageradas e a necessidade de vencer aumenta.

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Ronaldo desconversa sobre Felipão na seleção
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Leandro Quesada

Indagado por mim, sobre a volta de Felipão ao cargo de técnico da seleção brasileira, o maior artilheiro das Copas, desviou o foco. “Você já está sabendo quem é o treinador e tudo? Você deve perguntar isso amanhã para os responsáveis da CBF. Eu vou correr para o meu treino (risos)… Já estou atrasado”, desconversou.

Felipão foi fundamental na volta de Ronaldo aos campos pela seleção brasileira, depois de quase dois anos afastado, por causa de cirurgia no joelho. O técnico confiou na recuperação do atacante e o convocou para a Copa de 2002. Ronaldo teve atuação fenomenal, fez oito gols e levantou a taça do penta.

Durante evento da Copa das Confederações, em São Paulo, além de Ronaldo, outro que também evitou o tema foi o presidente da CBF, José Maria Marín. “Me desculpem mas não vou comentar nada. Amanhã, vamos abordar os assuntos da nossa entidade ( CBF)”.

O anúncio do novo treinador acontece no Rio, 11 horas.

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CBF monta super comissão com Felipão-Parreira
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Leandro Quesada

Dois campeões do mundo na comissão técnica da seleção brasileira de futebol. A ideia de José Maria Marin é criar uma cúpula consagrada. Felipão, penta com o Brasil em 2002 e Parreira, tetra em 1994 formariam uma dupla de peso. Felipão em campo e Parreira na direção técnica, dando suporte ao treinador e servindo de para-raio também.

O “mister” Copa, Carlos Alberto Parreira deve ser anunciado também nesta quinta-feira. Parreira dirigiu cinco seleções em seis mundiais de futebol. Parreira é um velho conhecido da entidade. Como me disse o próprio: “Sou um dinossauro do futebol”.

Com o tal currículo, questionado por mim, recentemente, se aceitaria o convite pra voltar à CBF, ele me confidenciou que sim: “Não fui procurado mas estou aqui. Penso que é importante alguém com experiência em Copas, que esteve nas quatro linhas, ajudar a seleção brasileira”.

A chance chegou.

Outro que está perto da entidade é Américo Faria que virou homem de confiança de Ricardo Teixeira a partir de 1991. As nomenclaturas dos cargos que ocupou mudaram com o tempo. Ele foi coordenador, supervisor e diretor da seleção. Depois da Copa de 2010, Américo deixou a CBF.

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Dez anos depois, Felipão volta à seleção
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Leandro Quesada

O comandante do penta está em São Paulo, neste momento. Veio de Porto Alegre, segundo me contou um amigo do treinador. Felipão vive um drama pessoal. A mãe, dona Leda, está internada em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. A presença dele na capital paulista é para acertar os últimos detalhes do contrato.

O caminho para o retorno do pentacampeão está definido por José Maria Marín. O anúncio será feito o mais rápido possível. Isso significa que a cadeira de técnico no sorteio da Copa das Confederações não estará vazia. A pressão da Fifa para o anúncio deu resultado. A entidade se incomodava com a ausência do treinador da seleção anfitriã.

Verbalmente, Felipão e o presidente da CBF haviam acertado o retorno do técnico ao time nacional. Detalhes financeiros estão, praticamente, definidos pelas partes.

Em 2002, na Coreia-Japão, Luiz Felipe Scolari foi campeão com a seleção do Brasil. Ele dirigiu a seleção brasileira em 24 jogos. Foram 18 vitórias, 1 empate e 5 derrotas.

A reestreia será dia 6 de fevereiro, no duelo com a Inglaterra, em Wembley.

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Andrés pede demissão da CBF
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Leandro Quesada

Andrés Sanchez entregou o cargo de diretor de seleções da CBF.

A carta de demissão foi protocolada na manhã de hoje na sede da entidade.

Contrariado com a demissão de Mano Menezes, o ex-presidente do Corinthians, havia dito que deixaria o posto em breve.

Sem força, Andrés não aceitaria ser a “Rainha da Inglaterra” neste processo.

A escolha do novo treinador da seleção brasileira também não passaria por ele. Assim, a decisão de Andrés foi deixar a CBF.

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CBF é pressionada pela Fifa para definir técnico antes de sorteio
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Leandro Quesada

Não há dúvida que será esquisita a cena da cadeira vaga de técnico da seleção brasileira, no sorteio da Copa das Confederações, sábado, no Anhembi. Os homens da Fifa, presentes no país, já demonstraram a insatisfação e o incômodo com o fato do evento não contar com o técnico da seleção do Brasil.

Todos os treinadores das outras seleções classificadas para o torneio em junho de 2013, no Brasil, confirmaram presença. Exceção feita ao comandante do time africano que ainda não foi definido, os técnicos Vicente Del Bosque (Espanha), Cesare Prandelli ( Itália), Alberto Zaccheroni (Japão), Oscar Tabarez (Uruguai), José Manuel de lá Torre (México) e Eddy Etaeta (Taiti) estarão na capital paulista.

O anfitrião brasileiro – ainda não oficializado – não receberá os colegas de profissão. Uma falta de educação do dono da casa (CBF). É como convidar amigos para uma festa do próprio aniversário e, simplesmente, não aparecer.

Com Felipão acertado, verbalmente, seria mais inteligente anunciá-lo já. E com Felipão, a seleção brasileira estaria representada no evento.

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Cadeira do técnico da seleção brasileira estará vazia?


Guardiola conhece pouco do futebol brasileiro
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Leandro Quesada

Sugerido por alguns para assumir a seleção brasileira, Pep Guardiola seria na minha visão uma perigosa escolha.

Não discuto a capacidade deste catalão. O trabalho realizado no Barcelona poderia ser suficiente para alavancar a chance de dirigir a seleção de futebol mais famosa do planeta. Poderia mas não é simples assim. Não basta ter conquistado a Espanha, a Europa e o mundo no time da Catalunha.

Parte do sucesso de Guardiola tem ligação direta com os conhecimentos que tem da base e da história do Barça. Ele nasceu como jogador no Camp Nou, foi um zagueiro/volante de primeira qualidade e iniciou a trajetória de treinador no Barcelona B, antes de substituir o holandês Frank Rijkaard, no time principal.

Na seleção brasileira, ele não teria o dia-a-dia de treinos. Ele e nenhum outro treinador. A cultura futebolística de Guardiola se resume ao “Brasil” que ele vê ou viu na Europa. É pouco conhecer Daniel Alves, Adriano… Ele sabe como está Ronaldinho Gaúcho? E Ganso? Guardiola conhece a dupla de volantes Ralf e Paulinho? E Fred? Zé Roberto? Ele sabe quem é de fato Neymar? Lucas?

O ideal seria Guardiola treinar antes um time brasileiro e depois assumir a seleção brasileira. Assim, Guardiola se ambientaria com as coisas do futebol pentacampeão do mundo.

O vitorioso Guardiola no Barcelona, no período de 2008 a 2011, conquistou três campeonatos espanhóis, duas Copas del Rey, três Supercopas da Espanha, duas Ligas dos Campeões da UEFA, duas Supercopas Européias e dois Mundiais de Clubes da FIFA.

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Marin pensou em enquete para definir técnico da seleção
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Leandro Quesada

No mínimo inusitada, se a escolha do novo treinador fosse feita com a participação do público. Forma Inusitada e, totalmente, democrática.

O presidente da CBF, José Maria Marin, teve a idéia em conversas com amigos da entidade mas logo foi demovido pelos mesmos.

Como seria feita esta enquete? Com quantos torcedores? Com a participação de algum instituto de pesquisas? Um plebiscito – algo bem exagerado? Via internet?

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Felipão e Tite são os preferidos na CBF
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Leandro Quesada

A dupla Marin-Del Nero quer o pentacampeão de volta ao time nacional. Tite é um nome que agrada bastante o diretor Andrés Sanchez.

Se Tite for o indicado para a vaga de Mano Menezes, Andrés voltaria a ter o poder que perdeu neste episódio da demissão do gaúcho.

Dificilmente, Marin e Del Nero abrirão mão da decisão de escolher o nome do novo treinador.

Outros nomes não podem ser descartados: Muricy Ramalho, Abel Braga e Luxemburgo. Esses profissionais são bem vistos pela cúpula da CBF. Eles correm por fora.

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A era Mano Menezes na seleção brasileira acabou
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Leandro Quesada

Acabou, oficialmente hoje, depois de uma reunião na sede Federação Paulista de Futebol.

Acabou com 39 jogos (seleções principal e olímpica), 26 vitórias, 6 empates e 7 derrotas.

O diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, foi voto vencido e não conseguiu demover a decisão da dupla Marin-Del Nero. A saída de Andrés poder ser decidida pelo próprio diretor, que perdeu força com a demissão de Mano.

O presidente da entidade e o fiel escudeiro, desde o início não esconderam a intenção de mudar o comando técnico da seleção.

Pelo menos três nomes agradavam mais que Mano: o pentacampeão Felipão, Luxemburgo e Muricy.

Mano não ganhou nada no time nacional. A Copa América e as Olimpíadas foram os objetivos não alcançados. Ele mais perdeu do que ganhou dos tradicionais rivais como a Argentina (3 derrotas, 2 derrotas e um empate), México (2 derrotas e uma vitória). O Brasil não venceu Alemanha, França e Holanda.

Felipão, hoje, é o nome mais forte para assumir o cargo. Ele tem história na seleção brasileira. Foi o técnico que comandou o Brasil na conquista do penta, em 2002, na Copa Coreia-Japão.

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