Blog do Quesada

Arquivo : fevereiro 2013

Conmebol cogita a volta da torcida do Corinthians
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Leandro Quesada

Eu ouvi de uma pessoa que vive os bastidores da Conmebol, que o julgamento do “caso Kevin” tem enorme possibilidade de acontecer já na semana que vem.

A entidade quer resolver o mais rápido possível o caso da morte do jovem torcedor boliviano, atingido por um sinalizador disparado por um corinthiano. “A Conmebol espera a chegada do inquérito da Bolívia”, explica a fonte que pediu sigilo.

Então, eu insisto e pergunto: Qual é chance do julgamento ser favorável ao Corinthians? A resposta: “Será. Eu tenho certeza”.

Conhecendo como conheço esta figura, não interpretei a resposta como uma vontade, mas sim como uma informação privilegiada de alguém que a toda hora conversa com a cúpula da Confederação Sulamericana.

A liberação da torcida corinthiana, no entanto, “seria apenas nos jogos em São Paulo. Nos jogos do Timão como visitante, os torcedores seriam proibidos de entrar nos estádios”, completou.

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Pacaembu ficará lotado outra vez


Quatro torcedores assistem no Pacaembu a vitória do Corinthians
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Leandro Quesada

Corinthians 2 x 0 Millonarios
Gol: Guerrero e Pato
Público: 4 torcedores
Renda: R$ 780,00

O menor público e a menor renda em um jogo do Timão na história foram registrados neste dia 27 de fevereiro de 2013.

Quatro torcedores corinthianos conseguiram através de liminares contestar a decisão da Conmebol que proibia a entrada da Fiel torcida no Pacaembu.

Rodrigo Adura, Karina Belinato Mendonça, Armando Rossi Mendonça e Milton Rossi Mendonça formaram o menor público em um jogo do Timão na história.

Conversei com Rodrigo Adura e ele me disse “estar chateado com a situação”. Triste pelos “milhares que tinham ingressos e não puderam entrar no Pacaembu”.

Finanças do jogo Estima-se que 34.996 torcedores não ingressaram no estádio. O clube deixou de ganhar cerca de R$ 2 milhões na noite desta quarta-feira.

A vitória O Corinthians, mesmo sem o apoio de milhares nas arquibancadas, foi melhor o tempo todo.

Futuro Nos jogos contra Tijuana (13 de março) e San José (10 de abril), se a decisão não for revogada pela Conmebol, os portões seguirão fechados ao público.

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Jogo de futebol sem torcida é a antítese
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Leandro Quesada

No futebol cada vez mais interessado em captar novos torcedores, a ausência destes no duelo entre Corinthians e Millonarios tirou a essência da disputa.

Os motivos da proibição já foram abordamos neste blog. Não vamos esquecer nunca a morte do garoto boliviano em um estádio. A discussão é, exclusivamente, a ausência de torcedores.

O futebol deve ter dois times e duas torcidas. Simples, não? Eu discuto algumas decisões que definiram a presença apenas da torcida mandante, algo que demonstra a total ineficiência do poder público que se curva ao “marginais” vestidos de torcedores que já mataram tanto por aí.

O “caso Kevin” abre a discussão sobre os direitos e deveres dos torcedores. Responsabilidades todos devem ter. Além da torcida, os clubes, times, jogadores, técnicos, árbitros, jornalistas, gandulas e outros devem responder pelos atos que praticam.

A proibição de torcedores no Pacaembu é apenas o fim da história. E esta história começa pela falta de educação e cultura das pessoas, passa pelos torcedores que não respeitam as regras e pelos organizadores que não cumprem o papel de “organizar” o espetáculo.

Se a vistoria tivesse sido bem efetuada na entrada do estádio em Oruro não teríamos visto a tragédia. Se o torcedor não tivesse levado o sinalizador… Se estivéssemos em um mundo em que um não quer matar o outro…

A ignorância, a falta de cultura, a baixa escolaridade, a pobreza, o desrespeito com o próximo e o “querer levar vantagem” venceram a arte do esporte mais apaixonante e apaixonado do planeta. Os bons pagaram pelos maus.

Que o sinalizador em vez de ser usado para matar, ilumine com a luz dele, as nossas cabeças.

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Tite barra Emerson em nome da respeitabilidade
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Leandro Quesada

Os atrasos nos treinos de domingo e segunda-feira foram a gota d’água para o comandante corinthiano.

Tite salientou a importância do “respeito” aos colegas de time que ele tanto defende como norma e baseia o discurso do dia-a-dia.

Emerson caiu de produção depois da conquista da Libertadores, quando fez os dois gols contra o Boca Jrs e transformou-se no herói do título. Logo depois, no Brasileirão, as atuações do atacante nem de longe lembravam as da Libertadores. Já no Mundial de Clubes do Japão, as atuações também foram apagadas e sem o brilho do torneio sulamericano.

Nesta temporada, Emerson ainda não repetiu a seqüência de grandes partidas que se espera dele.

Tite, sempre correto e transparente, pesou tudo e decidiu sacar Emerson do time titular: “Emerson sentiu uma pancada e outras situações que aconteceram. São vários motivos: dois treinos sentindo (dores), os dois atrasos (treinos) e o crescimento de Pato”.

Respeito ou respeitabilidade, use o termo que quiser, é a base do comando do vitorioso técnico do Corinthians.

*** Em nota oficial, divulgada pela assessoria, Emerson explicou: “… meus últimos atrasos no início da semana aos treinos do Corinthians foram motivados por motivos familiares, conforme relatados à direção do clube. Precisei resolver um problema com meus filhos no Rio de Janeiro no domingo e na segunda, o que prejudicou meus horários”.

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O autor da morte é uma farsa?
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Leandro Quesada

Me causa certa estranheza a insistência do advogado de defesa em “condenar” o jovem torcedor corinthiano no caso da morte do boliviano Kevin Espada.

No mundo do direito, qualquer advogado faria de tudo para evitar que o cliente se entregasse assim tão facilmente. Neste caso não. A insistência de quem “defende” em acusar, gera uma grande desconfiança na opinião pública.

Algumas perguntas ficaram com respostas incompletas ou sequer foram feitas. Como um humilde rapaz latino-americano, sem dinheiro no bolso, faz uma viagem de seis dias de ônibus para a Bolívia? Seis dias! Ele se sustentou como? Comeu? E como pagou os ingressos? Ah! Qual é a empresa que o emprega e o libera por uma semana para ver o jogo do time?

Sinceramente, espero que esse moleque não faça parte de uma farsa para “livrar a cara” do verdadeiro assassino. É um absurdo se tudo isso for montagem, encenação e factóide.

O jovem de 17 anos não vai responder o processo pois não está na Bolívia e aqui no Brasil, como é menor, terá a proteção da lei. Como já estamos acostumados, não vai dar em nada.

Os torcedores do bem vão pagar pelo criminoso que matou um torcedor em um estádio de futebol. Quem adquiriu o ingresso sem nenhum tipo de ajuda e privilégio não poderá acompanhar o Timão nesta quarta. O Corinthians sofre um abalo incontrolável de imagem.

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“Já perdi oito quilos”, diz Nobre
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Leandro Quesada

Na saída do Pacaembu, após Palmeiras 1 x 0 União Barbarense, eu encontrei o presidente do clube Paulo Nobre, sorridente, feliz com a vitória e mais magro.

Um mês depois da eleição, eu pergunto se tudo está mais tranquilo no Palestra: “Tranquilo no Palmeiras nunca está. Ainda não consigo entender como alguns assuntos importantes saem do nosso controle e chegam aos jornalistas”.

A reclamação de Nobre é algo constante na vida palmeirense nos últimos tempos. O vazamento de notícias que às vezes atrapalha o time em negociações, por exemplo.

Sigo o papo e o indago se está satisfeito e confortável na nova função. Nobre me revela o resultado da dedicação de pouco mais de um mês: “Quesada, eu perdi oito quilos nos últimos três meses com a campanha e agora no cargo”.

As “coisas” do Palmeiras servem de “Spa” forçado para Nobre. “As minhas amigas gostaram”, brinca o presidente palmeirense.

Paulo Nobre terá um longo e árduo trabalho pela frente. A reconstrução de um time que caiu para a segunda divisão, a recuperação da imagem, o acerto do patrocinador master de camisa, as dívidas que superam 100 milhões de reais e a concretização na nova casa palestrina são algumas das missões do mandatário.

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Corinthians teme portões fechados em toda Libertadores
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Leandro Quesada

O julgamento do caso da morte do jovem torcedor boliviano pode proibir a presença total da Fiel torcida em todos os jogos da Libertadores.

A Conmebol puniu de forma preventiva o clube até que a entidade julgue o caso.

O risco seria atuar o restante da Libertadores com os portões fechados. Cerca de 250 mil pessoas não poderiam frequentar o Pacaembu.

O Corinthians terá prejuízos financeiros, institucionais, de mídia e técnicos.

A direção do clube teme portões fechados em toda Libertadores. “Esta pode ser a punição máxima ao clube. A exclusão é descartada”, afirmou o advogado do Corinthians, Luis Santoro.

Com as bilheterias, o Corinthians arrecadaria cerca de 20 milhões de reais nos sete jogos em casa pelo torneio, caso dispute a decisão.

Sem o apoio da torcida, o time poderia sentir a ausência que teria reflexos em campo com atuações inferiores.

Institucionalmente, o clube Corinthians fica com a imagem arranhada por causa de um torcedor corinthiano que atirou um sinalizador e matou outro torcedor.

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Especialista descarta exclusão mas crê em portões fechados nos jogos do Corinthians
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Leandro Quesada

***** Um pouco depois deste texto, a Conmebol decidiu que o Corinthians jogará de portões fechados até que a entidade decida o caso.

O Corinthians deve ser punido pela morte do torcedor Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, durante o jogo contra o San José, em Oruro pela Copa Libertadores. A opinião pública pressiona para que alguém assuma a responsabilidade desta perda irreparável em um estádio de futebol.

A polícia e o Ministério Público da Bolívia estão investigando qual torcedor corinthiano causou a morte de Kevin, que foi acertado por um projétil de plástico de forma cilíndrica, segundo fontes policiais.

O Código Disciplinar da Conmebol – criado no fim do ano passado – define que a torcida é uma extensão do clube e, sendo assim, qualquer ato do torcedor é de responsabilidade, neste caso, do Corinthians.

O advogado Eduardo Carlezzo, especialista em direito esportivo, não acredita na exclusão do Corinthians: “Não seria uma medida adequada para este caso. Eu acredito em multa e proibição de jogos no Pacaembu e portões fechados”.

Já o advogado do Corinthians, Luis Santoro, não vê o Corinthians responsável pela morte: “A polícia não deveria ter deixado os torcedores entrarem no estádio com os artefatos”.

O Artigo 11 do Código Disciplinar da Conmebol aborda a postura dos torcedores: “associações e clubes podem ser punidos por comportamento inadequado da torcida”. Os usos de sinalizador, fogos de artifício ou qualquer artefato pirotécnico também são citados. Outro Artigo, o 18, indica multas de R$ 200 a R$ 200 mil até a exclusão e perda de título.

Caio César Vieira Rocha, vice do STJD e membro do Tribunal de Disciplina da Conmebol, acredita que o “julgamento se dará em 15 dias”.

Partindo do princípio de que alguma punição deve ser imposta ao Corinthians, fica a pergunta: Qual punição é a mais justa?

– Exclusão da Libertadores
– Perda de todos os mandos, atuando assim longe do Pacaembu
– Jogos sem a presença da torcida, ou seja, com portões fechados
– Multa
– Perda do ponto conquistado contra o San José e outros pontos futuros
– Simples advertência

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Os desafios de Neymar
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Leandro Quesada

Ser considerado o melhor jogador do Brasil tem um preço. Altíssimo preço. E na pele de astro da bola, Neymar sabe que os olhares estão voltados para as ações que executa em campo e também fora dele.

Tudo aquilo que Neymar faz é superdimensionado para o bem e para o mal. O drible dele é o mais bonito, o gol é incomparável, a falta sofrida é a mais violenta, a reclamação com a arbitragem é exagerada e por aí vai…

Na vida pessoal, a exposição segue. O interesse público é gigantesco para saber quem ele beija, com quem está saindo, as baladas que freqüenta, o carro que possui e a cor da tinta para pintar os cabelos.

O limite desta relação entre o jogador e celebridade é o “xis” da questão. Para Neymar continuar no Santos foi criado um projeto de marketing audacioso. Ele foi transformado pela mídia em estrela nacional. Assim, as obrigações fora dos estádios de futebol se tornaram tão importantes quanto as do futebolista.

Um jogo tem o mesmo peso de uma gravação de comercial de TV. Os compromissos de bastidores devem ser respeitados pois são estes que produzem o dinheiro que seguram o craque no Brasil.

Uma hora ou outra, no entanto, Neymar vai estressar e o desempenho dele sofrerá uma queda de qualidade. Nós não podemos esquecer que Neymar é um só e não uma máquina sem sentimentos.

O velho ditado de que cada um tem o fardo que pode carregar se aplica ao garoto de ouro da Vila. Neymar não é mais uma criança. Ele é um homem, pai, profissional da bola e com muitas responsabilidades. E está preparado para tudo isso, com certeza.

É preciso apenas compreender o que ele representa neste futebol cada vez mais sustentado pelos interesses comerciais e de marketing.

Neymar é um craque brasileiro – sem paixões clubistícas – que tem várias missões, dentre as quais levar o Brasil ao hexa em 2014. Ele deve se preparar para o caminho deste sucesso que será longo, cheio de espinhos, críticas desnecessárias e elogios falsos.

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Brunoro abre as portas para Kléber e Moreno
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Leandro Quesada

Dois jogadores seguem na pauta do Palmeiras para o setor de ataque: Kléber Gladiador e Marcelo Moreno.

“As portas estão abertas para eles”, diz José Carlos Brunoro.

O diretor executivo do Palmeiras confirmou que “um jogador ainda em está aberto com o Grêmio. Nós estamos esperando o momento certo, talvez para a Série B”.

Mesmo com o clima para retorno de Kléber e a vinda de Marcelo Moreno (ambos do Grêmio) não ser muito favorável, Brunoro não descarta os dois negócios.

“Sei que a torcida não gosta. Mas é possível ele voltar e encarar a torcida. Kléber é o grande jogador”, avalia.

No caso de Moreno, a situação ficou complicada por causa das declarações do pai dele detonando o Palmeiras. Brunoro acha possível Moreno ser contratado mesmo assim: “Ele me mandou uma mensagem por telefone se desculpando pelo pai. Esta é uma demonstração de que a conversa pode avançar”.

“O importante é saber se os jogadores querem jogar no Palmeiras”, conclui Brunoro.

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Brunoro concede entrevista à Rádio Bandeirantes