Blog do Quesada

Arquivo : março 2013

Kleina adota cautela com o homem-gol Leandro
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Leandro Quesada

Por ter sido inscrito pelo Grêmio na Libertadores, o homem-gol do Verdão não poderá defender o time palmeirense. Enquanto isso, no Paulistão, ele tem resolvido a vida da equipe.

Os quatro gols marcados em cinco jogos pelo Palmeiras credenciam Leandro como a referência de ataque, certo? Não para o técnico Gilson Kleina: “Leandro é um bom jogador, talentoso, mas é preciso ter calma para não colocar muita pressão”.

José Carlos Brunoro, diretor executivo do clube concorda com Kleina. “Já fui técnico e sei como é controlar certos elogios”, comentou.

Leandro se movimenta bem e não tem medo de arriscar chutes no gol adversário. Foi assim que ele fez dois na vitória sobre o Botafogo de Ribeirão Preto, por 2 x 0.

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A seleção deveria ter uma base
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Leandro Quesada

Pelé tem razão. Deixemos a paixão clubistíca de lado para entender a sugestão do Rei do futebol.

E ainda mais no futebol de hoje, em que os jogadores não sabem sequer chutar a bola, ouvir Pelé é uma obrigação de todos nós.

Ao dizer que o Corinthians deve ser a base da seleção brasileira, o maior de todos os tempos indica a falta de entrosamento que persegue a seleção por décadas e décadas.

Poderia ser outro time, em outra época, não importa, mas a ideia é uma saída para dar sustentação ao esquema tático pouco treinado neste momento por Felipão, por falta de tempo.

Não há dúvida que é mais fácil emplacar um bom trabalho quando o técnico tem à disposição os jogadores em períodos longos de treinamentos. No clube é possível, na seleção nem pensar.

O Brasil campeão do mundo de 58, 62 e 70 tinha Santos e Botafogo como as bases. Em uma época, ironicamente, em que a seleção ficava mais dias com o craques do futebol.

A saída para o melhor entrosamento da seleção nos dias de hoje poderia ser esta. Felipão adotaria um time como a base de sustentação do esquema de jogo da equipe nacional treinada por ele.

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“Estrelas” não brilham, admite Jesus Lopes
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Leandro Quesada

Parte da crise do São Paulo acontece por causa da fraca campanha na Libertadores. E o desempenho pífio se explica pelo futebol, abaixo da crítica, produzido por alguns jogadores.

João Paulo de Jesus Lopes, diretor de futebol, não citou nomes mas salientou que a cúpula de futebol do clube esperava mais das chamadas contratações de impacto.

“As quatro contratações que você mencionou foram bem recebidas pela torcida e a imprensa especializada. A expectativa era a mesma da diretoria. Problemas médicos e pouco tempo de pré-temporada atrapalharam bastante”, admitiu o dirigente.

Luis Fabiano, Jadson, Cañete e Ganso não fizeram até aqui por merecer grandes aplausos. Eles foram reforços de peso, anunciados com pompa, elogiados pela crônica esportiva e reconhecidos pela massa são-paulina.

Imagine se estes quatro estivessem jogando o fino da bola. Certamente, o Tricolor não estaria vivendo esta fase de oscilações.

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Rogério Ceni concorda com vaias da torcida
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Leandro Quesada

O ídolo do Tricolor considera normal a insatisfação dos torcedores mesmo depois da vitória sobre o Oeste. Das arquibancadas vieram os coros de “burro” para Ney Franco, “fora Juvenal” para o presidente e muitas vaias para o time.

“As vaias são normais. O torcedor vem ao estádio e tem o direito de cobrar. As cobranças são por causa da derrota na Argentina pela Libertadores”, explicou Rogério Ceni.

Ceni reclama da espera para o jogo decisivo contra o Strongest, na Bolívia, no dia 4 de abril, na Libertadores: “Infelizmente vai demorar. Seria bom resolver a situação do São Paulo agora, mas temos de esperar”.

As vaias da torcida foram minimizadas pelo técnico Ney Franco: “As manifestações são compreensíveis pois não estamos bem em uma competição internacional. Até o jogo com o Strongest a pressão seguirá. Eu estou acostumado com as cobranças”.

O diretor de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, diminui o “barulho” dos insatisfeitos: “Uma parte pede o Ganso, outra vaia o jogador. Há uma incoerência aí. Ney Franco está aproveitando os jogos do Paulistão para rodar os jogadores. Nós tivemos uma pré-temporada curta e o técnico aproveita o elenco desta forma”.

O São Paulo terá de conviver com o ambiente carregado, por causa dos resultados ruins na Libertadores, as atuações pífias de alguns jogadores e as contestações do trabalho de Ney Franco, até o duelo do inicio de abril nas alturas de La Paz.

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Pai de Neymar: “Meu filho não sai antes da Copa”
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Leandro Quesada

A palavra do pai de Neymar deve ser levada em consideração neste momento em que o noticiário aponta a ida do craque para o Barcelona, em breve.

No encontro casual que tive com o ‘Seo’ Neymar, não perdi a chance de perguntar sobre o futuro do garoto de ouro da Vila.

“Antes da Copa do Mundo, Neymar não deixa o Santos. Pode acreditar, Quesada”, disse sem titubear. “Pode me cobrar depois da janela da metade do ano”, ratificou.

Eu insisto e pergunto se é o Barcelona o destino de Neymar. O pai cita o “Barcelona, o rival Real Madrid e o alemão Bayern Munique”, como prováveis destinos.

Mas a dupla Messi e Neymar seria espetacular, não?

“É o que todo mundo fala e espera. Mas vamos esperar”, conclui Neymar pai, com o sorriso no rosto.

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Neymar pai e Neymar filho


Pato não tem lesão
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Leandro Quesada

O “desconforto” de Pato não é uma lesão grave. A propósito não é lesão muscular, apenas um edema, como constatou uma ultrassonografia feita no atleta, hoje.

O autor do primeiro gol corinthiano pode até ficar afastado por uma partida para o tratamento deste edema. A precaução neste caso é relevante, pois Pato teve “uma série de lesões musculares no ano passado no Milan”, explicou o médico do Corinthians, Guilherme Runco.

Além de Pato, o Corinthians tem outros dois jogadores com problemas: o goleiro Cássio reclama de lesão na coxa e o zagueiro Paulo André fraturou a mão.

A seqüência no Paulistão permite ao técnico Tite deixá-los fora. O Timão enfrenta União Barbarense, XV de Piracicaba, Guarani, Penapolense e São Paulo. Depois destes encontros no estadual, o Corinthians encara o Millonarios, em Bogotá, pela Libertadores.

Resta saber se estes atletas voltarão aos postos de titulares quando estiverem recuperados. No Timão de Tite é assim: quem está fora quer entrar, quem está dentro faz de tudo para não perder o lugar. Chicão, Douglas, Jorge Henrique e Emerson que o digam.

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Papa Lionel
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Leandro Quesada

A igreja católica ainda não escolheu o novo Papa mas no futebol não há dúvida que o maior representante é o argentino Messi, Lionel Messi. O melhor de todos, disparado. O Papa da bola.

Se fosse um dos indicados para ocupar o principal posto do Vaticano, Lionel seria eleito facilmente pela competência e por defender tão bem o futebol-arte. Ele seria reconhecido por todos que atuam nesta outra religião.

Lionel é o maior nome do esporte mais popular do planeta. A atuação dele contra o Milan ratifica o status de melhor jogador da atualidade. Uma espécie de santidade esportiva.

No futebol, Habemus Papam. Papa Lionel primeiro e único.

*** Depois deste texto, os cardeais do Vaticano elegeram o argentino Jorge Mário Bergoglio como sucessor de Bento XVI. O nome do novo Papa é Francisco. Na Rádio Bandeirantes eu comentei que “só faltava o Papa ser argentino!”. Eis que isso se confirmou. O Papa argentino é torcedor do San Lorenzo de Almagro.

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Papa Francisco é torcedor do San Lorenzo


Andrés: “Felipão nunca treinará o Corinthians”
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Leandro Quesada

A forma adotada pela CBF para a contratação do técnico gaúcho não será esquecida tão cedo pelo ex-diretor de seleções.

Em entrevista ao Esporte em Debate, da Rádio Bandeirantes, indagado por Neto se “fizeram sacanagem” com Mano Menezes, Andrés balançou a cabeça e disparou: “O momento foi errado. Fui contra e como não tive poder de decisão para mantê-lo, deixei o cargo”.

Andrés acredita que a dupla Marin-Del Nero acertou a ida de Felipão antes da demissão oficial do antecessor.

Andrés vê Felipão como desafeto e quer evitar qualquer tipo de contato. Durante o carnaval carioca, em um dos camarotes, ele não fez questão nenhuma de cumprimentar o pentacampeão. Perguntado por um ouvinte se um dia Felipão dirigiria o Corinthians, reagiu: “Não! Não nos próximos vinte anos”.

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Mais um clássico sem gols…
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Leandro Quesada

Assim como acontecera no domingo anterior (no encontro Santos x Corinthians), hoje outro duelo entre grandes paulistas terminou com o placar 0 x 0.

Se juntarmos os dois confrontos, não dá um. Tamanha foi a falta de categoria de Luis Fabiano, Kléber, Pato e Neymar para romper o gol rival.

São Paulo e Palmeiras não conseguiram estufar as redes também no Morumbi. No primeiro tempo, “o jogo foi truncado”, comentou Rogério Ceni. Algo com o qual concordou o zagueiro palmeirense Henrique: “Sem espaço, truncado”. O goleiro alviverde Fernando Prass praticou algumas defesas importantes.

Na segunda etapa, o jogo ficou mais corrido. Ritmo acelerado, com chances de gols para os dois lados mas faltou pontaria.

Após a expulsão do zagueiro Lúcio, por cotovelada em Valdivia – segundo o árbitro – o Palmeiras praticamente dominou as ações. Mesmo com um jogador a mais, o Verdão não conseguiu marcar o gol.

O chileno Valdivia teve boa atuação, criou jogadas mas as finalizações não levaram muito perigo ao gol de Rogério. O técnico Gilson Kleina lamentou: “Não conseguimos transformar em gols. Concordo que pecamos nas finalizações”.

O clássico merecia pelo menos o empate com gols no Morumbi. Deixa para a próxima.

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Paulistão menor é a solução
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Leandro Quesada

A ideia de se realizar o campeonato paulista mais enxuto tem sido pensada faz tempo e após as declarações do técnico Tite, volta ao centro das discussões. A participação de vinte times – o mesmo número do Brasileirão – não é exagerada?

Se para os grandes clubes, o Paulistão é um estorvo com este modelo de 23 rodadas (contando a final), para os pequenos é a salvação da lavoura.

Os grandes poderiam entrar na fase final, disputando assim menos jogos. Dez rodadas no máximo seria o ideal para os times de ponta que participam na mesma temporada da Libertadores, Copa do Brasil, Libertadores e Copa Sulamericana. Já os pequenos fariam mais partidas pois têm mais datas disponíveis por não disputar as outras competições.

Desta forma se preservaria o Paulistão com a presença dos times da elite e dos outros.

A saída definitiva dos grandes do torneio seria um golpe na história destes próprios clubes. O Paulistão é uma das competições mais antigas do mundo e em nome desta tradição não deve ser jogada na lata do lixo e sim recriada.

É fato que os tempos são outros. O futebol globalizado – aqui nenhuma referência ao canal de TV dono dos direitos de transmissão – exige jogos mais interessantes e pomposos, com times cheios de craques, estádios melhores, grandes patrocinadores e por aí vai.

É também verdade que os grandes não têm a obrigação de sustentar os “outros”. Por outro olhar, o Paulistão rende uma grana “considerável” – maior que a Libertadores – e serve de preparação também no início da temporada.

Vejo a necessidade do Paulistão se encaixar ao novo contexto ou estará em breve apenas nas páginas dos livros de história do futebol.

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