Blog do Quesada

Arquivo : fevereiro 2013

Felipão terá muito trabalho pela frente
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Leandro Quesada

Na reestreia de Felipão, no moderníssimo Wembley, a seleção brasileira foi vítima da falta de entrosamento do conjunto e de falhas individuais. O técnico pentacampeão montou um esquema arrojado e ofensivo no papel. Na prática, no entanto, o resultado não foi o esperado.

Contra a Inglaterra, as dificuldades foram claras. Poucas chances de gol, pênalti perdido por Ronaldinho e falhas no sistema defensivo são os pontos negativos.

Criatividade zero Os laterais apoiaram pouco, talvez mais preocupados em defender. O meio-campo esteve desconectado e não criou chances para os atacantes.

Volantes O meio-campo precisa pelo menos de um volante mais marcador. Ramires e Paulinho são ofensivos e não protegem a zaga e as laterais. Rooney estava sem marcação na hora de chutar para o gol. A entrada de Arouca deveria consertar este quesito mas a falha grotesca do santista, que atrasou a bola, originou o segundo gol inglês de Lampard. O time acusou o golpe.

Ataque Luis Fabiano deu lugar a Fred na volta da segunda etapa. Após a falha de Cahill, o goleador do Fluminense empatou e logo depois quase fez o da virada. Mais tarde, um escorregão impediu Fred de empatar. E mais nada.

Gol Júlio César fez o ‘arroz com o feijão’. Desta vez não teve culpa nos gols sofridos.

Figuras apagadas Ronaldinho, Neymar, Oscar, Luis Fabiano e Lucas tiveram atuações apagadas.

Futuro Felipão terá muito trabalho pela frente. As cobranças – como o técnico gosta – vão motivar boas apresentações nas próximas partidas. Keep calm!

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Jornal Daily Mail destaca que Brasil foi ofuscado pelos ingleses

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Rooney comemora o primeiro gol do English team

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Golaço de Lampard, sem defesa para Júlio César


Valdivia lesionado. Notícia velha ou nova?
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Leandro Quesada

Parece uma informação surrada e envelhecida mas não é. É inacreditável, não? Não no caso de Valdivia.

O mago chileno está machucado outra vez. A lesão na coxa afasta o jogador da estreia do Palmeiras, contra o Sporting Cristal, pela Libertadores, dia 14.

As contusões de Valdivia parecem ser crônicas pois persistem por meses e meses.

Ele encerrou a temporada passada contundido e inicia o novo ano do mesmo jeito.

Valdivia deveria se benzer.

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Riquelme se oferece ao Boca Jrs.
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Leandro Quesada

O mundo do futebol dá voltas e em alguns caso, como o de Riquelme, para no mesmo lugar: La Bombonera.

Riquelme deixou o Boca depois da final da Libertadores. Mesmo com contrato, ele foi liberado para acertar com outro clube. O Palmeiras foi aquele que mais chegou perto da contratação mas o presidente eleito Paulo Nobre não ratificou o acerto verbal feito pelo antecessor Arnaldo Tirone.

Eis que o astro argentino resolveu discutir a volta aos gramados para defender o Tigre, equipe que torcia quando era criança. A derrota do Boca para o River Plate, no entanto, no clássico do último sábado, fez Riquelme ligar para o comandante Carlos Bianchi. “Lo veo sufrir, Carlos. Y si hay que sufrir, suframos juntos”, disse o jogador, por telefone, ao técnico, segundo o jornal Clarín, da Argentina.

Bianchi aprova o retorno de Riquelme. Com a palavra final está o presidente do Boca Jrs., Daniel Angelici.

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Perfeccionista, Muricy não se entusiasma
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Leandro Quesada

Muricy Ramalho, técnico do Santos, bem ao estilo ‘aqui é trabalho meu filho’ e ‘nada cai do céu’, evitou elogios exagerados depois da vitória no clássico: “Tem muita coisa pra corrigir ainda. Não vamos nos entusiasmar”.

O Santos foi melhor na Vila Belmiro. Neymar e Miralles brilharam na vitória por 3 x 1. O São Paulo fez um gol legítimo com Luis Fabiano, anulado pela arbitragem. Ganso teve atuação discreta contra o ex-clube. No final, a vitória foi justa pelo Paulistão.

Neymar participou, efetivamente, dos três gols santistas. Fez um de pênalti depois de sofrer falta na área e deu dois passes para Miralles marcar duas vezes.

Neymar e Arouca estarão em Londres nesta quarta, no amistoso da seleção brasileira contra a Inglaterra. Já Montillo defenderá a Argentina diante da Suécia, em encontro amigável. Os três não enfrentam o time do Linense, em Lins, pelo Paulistão, no mesmo dia.

No domingo, eles voltam. Muricy também prepara as escalações de Marcos Assunção (recém-contratado), Léo e Edu Dracena que estão em fase final de recuperação. “Depende dos treinos da semana. A minha ideia é colocá-los em campo no domingo”, revela o treinador.

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Ronaldo também deveria se preocupar…
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Leandro Quesada

Leio atentamente na imprensa que Ronaldo está incomodado com as críticas que a organização da Copa do mundo de 2014 vem sofrendo nos últimos meses. O fenômeno, hoje empresário/dono da 9ine e membro do COL (comitê organizador local) considera que os órgãos de comunicação insistem em enxergar as “notícias ruins” sobre o grande evento que o Brasil receberá em breve.

É bom separar as coisas. Ser a favor da realização da Copa no Brasil não significa fechar os olhos para as possíveis malversações do dinheiro público. Do nosso dinheiro, do meu dinheiro e do seu dinheiro, Ronaldo.

Eu sou a favor da Copa, da Olimpíada, dos torneios de tênis, vôlei e basquete. Sou a favor dos shows de música, congressos médicos e outros encontros internacionais aqui no País. Sou a favor da construção de novas escolas, hospitais, creches, aeroportos, estradas e por aí vai. Ponto. No entanto, no meu caso, primeiro como cidadão e, depois, como jornalista, devo ficar atento com as movimentações financeiras destas obras.

Quando ouço de alguns que “vão roubar muito” para fazer a Copa, lembro que a acusação pesa também quando falamos da construção de hospitais, escolas e estradas. Nós, brasileiros, somos desde a chegada dos portugueses aqui em terra Brasilis, vítimas de más administrações e desvios de dinheiro público. Assim, é óbvio que ficamos com a sensação de que a astronômica cifra investida na organização do maior evento esportivo do planeta será maior que a necessária.

Veja o caso do Maracanã. O “maior” do mundo é o estádio mais inacabado do futebol. Na Copa de 50, nem estava pronto e mesmo assim recebeu a competição. Nos anos 60, ele foi concluído no projeto original. Décadas depois, o Maraca passou por inúmeras e incontáveis obras e reformas e seguiu inacabado. A atual obra custará quase R$ 1 bilhão, mamma mia!

A pergunta fica: quantos Maracanãs já foram construídos? Se tivesse sido construído direito lá atrás e com a manutenção bem executada, certamente, o governo do Rio não teria gasto tanto com a mesma arena.

Não podemos, simplesmente, deixar “pra lá” e fazer de conta que não é com a gente. Durante quase três décadas de ditadura no Brasil, a maioria das pessoas deixou de se expressar, reclamar, protestar e desafiar o autoritário governo militar. Atrofiamos ideias, opiniões e criatividades. Esse tempo já passou mas ainda vivenciados o ranço de não conseguir afastar ou acabar de vez com aquilo que não nos faz bem. Exemplo: a eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado, mesmo denunciado pelo procurador-geral da República ao STF por peculato, falsidade ideológica e desvio de dinheiro público. Desvio de dinheiro público! Entenderam onde eu queria chegar?

A Ronaldo, ídolo do futebol mundial, gente boa, cara honesto, bom pai e bom filho, sugiro que tome cuidado ao agregar o famoso nome e o CPF limpo ao processo de organização da Copa no Brasil. E que tenha cuidado também com as pessoas ligadas à Fifa que estão envolvidas em acusações de fraudes nas escolhas das sedes das Copas na Rússia e no Catar.

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Inacreditáveis R$ 93 mi por Willian
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Leandro Quesada

Inacreditáveis para mim e talvez para você que lê este texto agora. Não para o dono do Anzhi, o bilionário russo Suleiman Kerimov, dono de uma fortuna de quase 8 bilhões de dólares, rei do potássio e playboy apaixonado por carros como a Ferrari.

O ex-atacante do Corinthians trocou a Ucrânia pela Rússia na mais cara transação da janela de transferência na Europa.

Astronômicos 93 milhões de reais (35 milhões de euros) foram investidos pelo Anzhi do Daguestão, que disputa o campeonato russo.

Aos 24 anos, o jogador do Shakhtar Donetsk estava na mira de Chelsea e Tottenham da Inglaterra. Na Rússia, ele receberá salários milionários (cerca de 2,5 milhões de euros por ano), mas não terá a mesma projeção se tivesse optado por um centro de futebol mais famoso.

No Anzhi, Willian terá as companhias do camaronês Samuel Eto’o em campo e de Roberto Carlos na direção de futebol.

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O estiloso Willian jogará no Anzhi

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O bilionário Kerimov, rei do potássio