Blog do Quesada

Arquivo : fevereiro 2013

O jogão que fizeram Corinthians e Palmeiras
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Leandro Quesada

Duelo que fez jus ao histórico destes dois rivais eternos. Talvez o único desta temporada, se eles não se cruzarem outra vez no Paulistão ou na Libertadores e Copa do Brasil.

Os campeões mundiais tiveram a chance de “matar” o placar no primeiro tempo. Além do gol de Emerson, duas bolas na trave em chutes de Jorge Henrique e Guerrero impediram o Timão de ampliar. No futebol, o velho ditado “quem não faz, toma”, foi aplicado no Pacaembu. Ainda na primeira etapa, Vilson empatou para o Palmeiras.

No segundo tempo, o Verdão foi melhor na maior parte do tempo. A disposição palmeirense superou todas as expectativas. Veio a virada com gol de Vinicius e a certeza de que a vitória estava encaminhada.

O Corinthians parecia cansado. As mudanças feitas por Tite, no entanto, provocaram uma reviravolta no placar. Romarinho, Pato e Renato Augusto deram fôlego novo ao Timão. Romarinho, carrasco palmeirense, empatou o confronto.

Cássio O goleirão voltou ao time e não se mostrou seguro. Ele admitiu ter falhado no segundo gol.

Vilson O volante esteve bem na defesa e ainda fez o gol

Romarinho Ele dá sorte contra o Palmeiras e estufou as redes do rival mais uma vez.

Final: Corinthians 2 x 2 Palmeiras

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O “bombeiro” Rogério Ceni falhou
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Leandro Quesada

Assim como os bombeiros, os goleiros não podem falhar nunca. Mas falham, óbvio, pois são humanos.

A comparação faz sentido para entender aqueles que têm a árdua missão de evitar o pior nas respectivas profissões. Se acertam, não fizeram mais que a obrigação. Se erram, tudo que realizaram de bom é esquecido ou minimizado.

Os bombeiros arriscam a vida para salvar outras e quando não conseguem são questionados. No caso dos goleiros não é diferente, no momento em que não evitam que bola entre no gol que defendem.

A falha de Rogério contra o Ituano não foi a primeira e não será a última deste grande goleiro. A bagagem dele não permitirá que um erro o atrapalhe na seqüência da profissão.

O “morrinho artilheiro” complicou a defesa feita pelo camisa 1 do Tricolor que não evitou o gol da equipe de Itu.

Página virada e a vida segue para Rogério e o São Paulo.

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Palmeiras vence; Barcos naufraga
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Leandro Quesada

Sem o ídolo ou “ex” para alguns, o Verdão estreou bem na Libertadores 2013. Resultado que devolve parte da autoestima ao time e a alegria aos palmeirenses. Além disso, já coloca a equipe em situação confortável no início do torneio em grupo relativamente fraco.

Passo importante dado na estreia da competição vencida pelo Palmeiras em 99. O quesito conjunto alviverde foi o destaque no jogo disputado na capital paulista. O meia Souza foi o melhor em campo, no aspecto individual.

Aos poucos, o Palmeiras vai reencontrando o caminho certo. Com calma, sem pressões desnecessárias e fora de hora, com o apoio da apaixonada torcida e a chegada de novos reforços.

Antes da vitória do time de Kleina sobre o Sporting Cristal, do Peru, no Pacaembu, o Grêmio perdeu para o chileno Huachipato, no novo Olímpico.

Barcos fez o gol na derrota por 2 x 1. Talvez o argentino tenha sentido a falta do Palmeiras e assim naufragou com o resto do time. Luxemburgo reclamou do estado do gramado para explicar a inexplicável queda em Porto Alegre. Vexame do tricolor.

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Falta de água no Mineirão vira ironia no Independência
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Leandro Quesada

Os copos d’água vendidos no Estádio Independência, durante o jogo Atlético-MG e São Paulo, tinham a seguinte inscrição na tampa de proteção: “Aqui tem água”.

Uma alusão explícita aos problemas registrados na inauguração do novo Mineirão, no clássico Cruzeiro e Atletico-MG, no dia 3 deste mês. Torcedores reclamaram da falta de água para beber nos bebedouros e nos bares do novo estádio.

Por trás desta ironia está a rivalidade história entre Cruzeiro e Atlético. A direção do Galo não concordou com o contrato da Minas Arena e desistiu de usar o maior estádio mineiro. Já o Cruzeiro aceitou administrar o local. A partir deste acordo, o novo Mineirão é a casa cruzeirense e o Independência, o teto atleticano.

E, claro, a rivalidade histórica em Minas segue assim, com ironias e provocações.

Funcionários do Independência e do Atlético não souberam dizer quem teve a ideia de provocar os gestores do Mineirão.

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Ronaldinho fez a diferença
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Leandro Quesada

O dono da camisa 10 do Atlético-MG foi o nome do jogo contra o São Paulo pela Libertadores.

No lendário Independência, na capital mineira, dois favoritos ao título da competição fizeram um duelo tenso e disputado. Desde o início, as duas equipes mostraram o desejo pela vitória.

O Atlético-MG, mais organizado em campo, teve consistência de sobra. A bola não queimava nos pés dos atleticanos. Já no caso do São Paulo, as maiores dificuldades foram as trocas de passes sem qualidade no ataque e a falta de atenção do sistema defensivo.

A desatenção na marcação do Tricolor, aliada ao talento de Ronaldinho, foram preponderantes para a queda são-paulina e a vitória do Galo.

Ronaldinho Gaúcho merece a menção toda especial. A inteligência do meia-atacante fez a diferença no duelo em Minas. A noção exata de espaço e tempo do pentacampeão é impressionante. Com dois passes na medida para Jô e Réver, Ronaldinho deu a contribuição necessária para os colegas estufarem as redes de Rogério Ceni e construírem a vitória na estreia do Galo.

Ronaldinho, Bernard e Marcos Rocha deram muitas dores de cabeça para a defesa do Tricolor.

O trio ofensivo do São Paulo, formado por Douglas, Luis Fabiano e Osvaldo não conseguia emplacar as jogadas. Coube a Aloísio, que saiu do banco para o campo, diminuir o placar para 2 x 1. Ao sistema defensivo faltou marcar de forma compacta, sem dar espaços ao rival.

No segundo tempo, o time de Ney Franco partiu para o ataque, acuando os mineiros e, naturalmente, correndo riscos de sofrer o contragolpe. E por pouco o Atlético não amplia. O Tricolor, por sua vez, construiu algumas chances e quase arranca o empate heróico depois de estar perdendo por 2 x 0.

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Ronaldinho e Tardelli comemoram

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Rogério Ceni vê Jô marcar o primeiro gol


O Palmeiras perderia Barcos por atraso salarial
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Leandro Quesada

A legislação esportiva estabelece que o clube que atrasa o pagamento de três salários perde os direitos econômicos do jogador.

O Palmeiras devia ao atacante argentino quatro meses.

O diretor executivo, José Carlos Brunoro, confirma que Barcos poderia ter deixado o Palestra sem que o clube recebesse nenhum valor em dinheiro pelos direitos econômicos. “Corríamos o risco de perdê-lo por causa de alguns atrasos. Mas conheço o caráter de Barcos. Ele não faria isso”, explicou.

O Palmeiras devia 2 milhões e 150 mil reais ao goleador. O Palmeiras também devia 1,5 milhão de reais aos equatorianos da LDU, referente ao parcelamento de compra. “Estes valores foram abatidos na transação com o Grêmio”, concluiu Brunoro.

A multa rescisória de Barcos era de 70 milhões de reais para o mercado brasileiro. Os atrasos salariais impediram o Palmeiras de “bater o pé” para que o valor total da multa fosse pago. A dívida, ao contrário, encerrou qualquer possibilidade do pirata seguir na Academia de futebol.

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Saudades do goleiro Karol Wojtyla
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Leandro Quesada

A renúncia de Bento XVI, o Papa alemão Ratzinger, pegou o mundo de surpresa. A desculpa oficial: a saúde do líder do Vaticano não suportava mais as séries de obrigações do cargo.

No fundo, as acusações de envolvimento com o nazismo sempre mancharam e acompanharam a trajetória dentro da igreja católica. Os defensores de Ratzinger diziam que ele não podia fazer nada ao ser chamado na juventude pelo exército alemão de Hitler. O Vaticano sempre fez questão de contrariar as insinuações.

Eu sou um católico não praticante, ou seja, não frequento igrejas mas nem por isso minhas crenças são menores que as dos outros. A posição da igreja católica de proibir os métodos contraceptivos é um absurdo nos dias de hoje. Com tanta gente no planeta e tantas doenças sexualmente transmissíveis como não defender o controle de natalidade e o uso de preservativos?

Além desta posição ultrapassada do comando católico, outra coisa que me incomoda é a ostentação. Quando estive no Vaticano, em 2006, vindo da Copa da Alemanha, terra de Ratzinger, fiquei impressionado com tamanha riqueza. Pensei: “Pra que tanto ouro aqui e tanta gente morrendo de fome pelo mundo?”

Sou fã mesmo de pessoas que colocaram os pés descalços no chão, como Madre Teresa, Gandhi e Chico Xavier.

Mesmo fazendo história no rico Vaticano, o Papa anterior, João Paulo II era mais carismático e atuante, talvez por ter assumido mais jovem a cadeira de São Pedro. João Paulo nasceu Karol Wojtyla. Quando criança na Polônia adorava jogar futebol e era goleiro. Já como Sumo Pontífice do Vaticano teve papel fundamental para o fim do comunismo na Polônia e em outros países da Europa.

Foi um grande líder da humanidade e deixou saudades, ao contrário, de Ratzinger, o ex-Papa, ainda vivo.

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Corinthians é parado por carrasco Azulão
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Leandro Quesada

Geninho posicionou de tal forma o São Caetano que por pouco não arranca a vitória no Pacaembu. Tite retrucou com mudanças incomuns mas oportunas quando o Corinthians perdia.

Até o gol da vitória, o time do ABC encarou o campeão do mundo de igual para igual. Depois, com a vantagem no placar e um jogador a menos (Eli foi expulso), o Azulão se defendeu bastante.

A partir daí o duelo virou um ataque contra defesa. O Corinthians metralhou o gol de Fábio Costa. O São Caetano abusou do contra-ataque e quase ampliou. No entanto, a insistência corinthiana rendeu o empate no final.

Tite fez alterações nada convencionais no segundo tempo. Sacou o lateral Fábio Santos e colocou o atacante Pato. O zagueiro Gil deu lugar ao meia Renato Augusto. O lateral Alessandro foi substituído por Romarinho. Em dado momento, quatro atacantes estavam em campo: Guerrero, Emerson, Pato e Romarinho.

O Timão reforçou a ofensividade para buscar a virada mas conseguiu apenas o empate.

Foi um encontro interessante no Pacaembu. O placar 2 x 2 ficou justo.

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O desejo de Barcos era sair
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Leandro Quesada

Quando o jogador quer algo não tem jeito. O argentino botou na cabeça, após a queda do time para a Série B do campeonato Brasileiro, que teria pouco reconhecimento atuando nesta temporada pelo Palmeiras.

O irmão e empresário de Barcos, David, colocou vários empecilhos para o goleador seguir no Palestra ainda no ano passado. A principal reclamação é a de que na segunda divisão, Barcos não seria visto e teria poucas chances de continuar na seleção da Argentina. Uma bobagem, claro.

O antecessor de Paulo Nobre, Arnaldo Tirone, garantia que o argentino não sairia do Palmeiras. A alta multa rescisória parecia ser a garantia para segurá-lo mas nem isso foi suficiente.

Apesar do risco de perdê-lo, o clube renovou o vínculo até 2016. o aumento salarial também foi dado e até uma comissão para o irmão foi feita.

Quando tudo parecia certo para a permanência de Barcos, surge a proposta do Grêmio. O clube gaúcho pagará cerca de dois milhões de euros (mais cinco jogadores do Grêmio), além de assumir uma parcela atrasada – devida pelo Palmeiras – da compra do atleta da LDU, no valor de 750 mil euros.

Barcos no fundo, no fundo, não fez tantos esforços para ficar. A paixão que a maioria achava que ele tinha pelo Verdão, se transformou em simples ato financeiro na hora de trocar o Palestra pelo Olímpico.

No mundo do futebol cada vez mais ligado aos interesses econômicos, o tal “amor pela camisa” fica em segundo plano.

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Rogério Ceni é liberado; Ney quer poupá-lo para Libertadores
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Leandro Quesada

Se depender de Ney Franco, Rogério será resguardado para o duelo da Libertadores contra o Atletico-MG, na próxima quarta-feira.

Afastado dos dois últimos jogos do São Paulo (Santos e Ponte), o goleiro voltou aos treinos com bola nesta quinta-feira e mostrou que está recuperado da inflamação no ombro.

Eu conversei com o médico são-paulino, José Sanches de Aquino, logo depois do trabalho realizado no CT da Barra Funda. Sanches disse que “o goleiro não sentiu incômodo e está liberado para voltar”.

Clinicamente recuperado, mas ainda não confirmado no duelo com o Guarani, sábado, pelo Paulistão.

Claro que se depender de Rogério Ceni, a escalação dele está garantida. Todos conhecem bem o goleirão do Tricolor. Ele é anti-chinelinho, quer jogar sempre e não teme qualquer dor.

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