Blog do Quesada

Arquivo : junho 2013

A vaias democráticas das arquibancadas, dona Dilma
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Leandro Quesada

Não queria estar na pele da presidente Dilma. Não mesmo! A anfitriã da festa tomou uma sonora vaia de causar constrangimento até naqueles que a vaiaram. O semblante dela, sem graça e sem saber onde enfiar a cara, ganhou as manchetes dos principais jornais do mundo.

Ela é a chefe de Estado, excelentíssima presidente da República federativa do Brasil, cargo mais importante da nação, mas não está imune ao comportamento irado do povo. Ao contrário, os ouvidos estão bem preparados para as reclamações constantes.

Dilma, que lutou contra a ditadura, época em que as pessoas aplaudiam presidentes-generais por obrigação, sabe que agora é diferente. Democracia, liberdade de expressão, direito de reclamar e se posicionar, de contestar sem ser levado aos porões ou ao pau de arara, são as manifestações de um povo que viveu anos duros do autoritarismo.

No país em que se vaia “até minuto de silêncio”, diria Nelson Rodrigues, seria óbvio tal postura em um evento nacional, em que todos os olhos estavam voltados. O futebol mais uma vez serviu aos aspectos políticos. Foi a chance das pessoas mostrarem ao mandatário do país que estão insatisfeitas com a onda de violência, o desemprego, o custo de vida caro, os meios de transportes deficientes, a falta de escolas, moradias e hospitais decentes.

A Presidente Dilma, torturada nos tempos de AI-5, deveria levar para o lado positivo. As vaias das arquibancadas do Mané são o termômetro perfeito das insatisfações das pessoas com os rumos incertos do nosso Brasil.

Ps.: Ao senhor Joseph Blatter, uma cutucada: aqui não é a Suíça, meu querido! Os suíços não sabem como a vida está difícil do lado de baixo do Equador. Hilário é ouvir do presidente da Fifa que o público deveria ter ‘Fair Play’. Vá passear no lago de Lucerna, Joseph!

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Seleção com a cara de Felipão
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Leandro Quesada

O nível ideal ainda não foi atingido e nem poderia com menos de três semanas de preparação, mas o que foi apresentado na estreia da Copa das Confederações já é uma mostra de que a seleção começa a ter uma cara, a cara de Felipão.

Equilíbrio foi um dos termos mais usados pelo técnico antes da competição começar. Equilíbrio dos setores e das funções de cada jogador foram alcançadas diante dos japoneses.

Tão importante quanto a goleada – sempre boa para o aspecto autoestima – foi a boa apresentação no estádio Mané Garrincha. O time de Felipão foi seguro, rápido e brigador bem do jeito que ele gosta.

Zaga firme com David Luiz e Thiago Silva que não brincam em serviço.

Luiz Gustavo e Paulinho foram, taticamente, perfeitos na proteção e na desenvoltura do jogo. O corinthiano ainda fez um gol.

Daniel Alves e Marcelo cumpriram bem o papel dos alas modernos, que marcam e atacam.

Neymar, além de fazer o gol que abriu o placar, se movimentou, buscou espaços e tentou dribles. Deixou o campo sentindo dores no corpo depois de tanto.

Oscar esteve ligado o tempo todo, tanto que deixou Jô na cara do gol no fim da partida.

A seleção evoluiu no quesito passes certos, em relação aos erros sucessivos do amistoso contra a França. A posse de bola foi de 63% durante a partida contra o Japão. Os chutes a gol foram nove, três deles fulminantes nas redes nipônicas de Kawashima.

A seleção deixou uma ótima impressão na abertura da Copa das Confederações. Méritos do senhor Luiz Felipe.

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Felipão muda time apenas se alguém tiver ‘dor de barriga’
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Leandro Quesada

Esqueçam David Luiz como volante, Hernanes ao lado de Paulinho desde o início ou Lucas como titular. A escalação da seleção está pronta para a estreia na Copa das Confederações:

Júlio César, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Fred e Neymar são os onze titulares contra o Japão.

Já confirmei… É o time que jogou com a França. Agora se alguém tiver algum problema psicológico, físico, dor de barriga (risos), eu mudo“, respondeu, com bom humor, Felipão.

A repetição da equipe que atuou em Porto Alegre já havia sido antecipada pelo treinador. Sem mistério, contrariando, inclusive algumas das divulgações das escalações das equipes que dirige.

A utilização do zagueiro David Luiz como volante é uma das variações de Felipão para o segundo tempo. “Tem agradado nos treinos mas é diferente do que usei na Copa de 2002“, explica. No Mundial do Japão, Edmílson, Lúcio e Roque Jr. formaram a zaga brasileira. “Roque ficava mais fixo“, conclui.

Com David Luiz eu ganho em altura e força“, indica o pentacampeão.


Marin diz que Felipão tem ‘carta branca’ para blindar seleção; Cafu discorda
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Leandro Quesada

Indagado por mim, se é contraditório a seleção buscar apoio do público e ao mesmo tempo se “isolar” dos torcedores, o presidente da CBF, disse que a decisão é do técnico Felipão.

“Quando eu o contratei, deixei claro que ele teria total liberdade para fazer o que quisesse. Eu não interfiro no trabalho do técnico“, afirmou Marin.

Neymar, a estrela da cia., não concedeu nenhuma entrevista coletiva até aqui. A superproteção ao astro do Barcelona tem sido criticada por jornalistas que acompanham a seleção.

Um dos maiores jogadores da seleção brasileira em todos os tempos, Cafu pede “o meio-termo na relação entre jornalistas e jogadores”.

“Não há problema nenhum… as conversas no saguão do hotel. Um bate-papo com cafezinho, uma ‘brahminha’. Isso faz bem pra todos”, disse a capitão do penta.

A opinião de Cafu tem peso: quatro Copas do Mundo disputadas, dois título mundiais e 150 jogos pelo Brasil – recorde nacional.

Em 2010, na África do Sul, Dunga fechou a seleção acreditando que a atitude ajudaria a ganhar a Copa. Ledo engano. Os jogadores se isolaram, perderam contato com o mundo externo e nem sabiam que estavam na terra de Mandela, líder da humanidade.

Enquanto isso, as equipes da Espanha e Holanda davam liberdade aos atletas e decidiram o título. Já o Brasil foi eliminado nas quartas.

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“Um ano de Europa” deixa jovens prontos para a Copa, diz Ronaldo
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Leandro Quesada

O maior artilheiro das Copas quer a nova geração seguindo o mesmo caminho que ele trilhou no futebol do velho continente. “Eu fui muito cedo pra lá. De dezesseis para dezessete anos, eu fui para a Holanda, para o PSV. Me deu muita experiência para encarar novos desafios”.

“Um ano de Europa já muda a mentalidade do jogador. Os jogadores brasileiros que estão indo pra lá vão evoluir com uma certa dificuldade no início mas depois acaba melhorando muito”, considera Ronaldo.

Quem ganha com isto é o time de Felipão: “É importante pois são jogadores que atuam na seleção brasileira”.

Oscar e Lucas já têm experiências em clubes da Europa, ao contrário do colega Neymar, que ainda estreará no Barcelona. Oscar joga no Chelsea desde a metade do ano passado e Lucas atua no Paris desde janeiro. “O Neymar vai ganhar mais (experiência), algo que Lucas, por exemplo, já tem por estar lá”, acredita o Fenômeno.

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Gols ‘mascaram’ passes errados e poucas finalizações certas
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Leandro Quesada

Mais de quarenta passes errados e menos de dez finalizações certas talvez pudessem ‘desmentir’ o placar de 3 x 0 construído pelo Brasil contra a França.

Os números são irrefutáveis, diria o poeta da bola, mas precisam ser muito bem traduzidos para não nos levar ao ponto errado de análise.

Finalizações A seleção chutou mais vezes contra a Inglaterra (31) no Rio e fez um gol apenas. Diante da França, a seleção finalizou 19 vezes (oito chutes certos e onze errados) e marcou três gols. Vai entender!? A qualidade e não a quantidade, neste caso, explica a goleada.

Passes No primeiro tempo do amistoso em Porto Alegre, o time de Felipão errou 29 passes. Já na etapa final diminuiu para onze. Tradução: a seleção errou menos e evitou que a bola chegasse aos pés franceses. Assim, o desgaste é menor pois não é preciso correr atrás do rival para recuperar a bola. Daniel Alves (6), Marcelo (4) e David Luiz (3) foram aqueles que mais erraram passes.

Desarmes Além disto, no quesito desarmes, no segundo tempo, os brasileiros tiraram 23 vezes a bola da equipe de Deschamps. No 1º tempo foram dezesseis.

A marcação mais eficiente e a evolução na troca de passes foram preponderantes para alcançar a vitória contra a França.

Não há dúvida que o futebol da seleção brasileira evoluiu no segundo tempo, justamente, quando trocou alguns jogadores.

David Luiz discorda O zagueiro David Luiz do Chelsea não concorda que a atuação do Brasil tenha sido melhor no segundo tempo: “Não concordo com você. O time foi muito coeso e seguro em toda a partida. Tivemos muitas oportunidades no primeiro tempo. É claro que quando saem os gols, a gente fala que foi melhor. Mas como sou um jogador defensivo e taticamente tento entender antes das ações acontecerem, acho que acertamos mais passes na primeira etapa”.

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Brasil faz goleada sem atuação dos ‘sonhos’
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Leandro Quesada

A relação entre vitória e boa atuação mexeu com a cabeça da seleção brasileira antes do último teste antes da estreia na Copa das Confederações.

O dilema de Felipão e jogadores era jogar bem ou vencer. É claro que alcançar os dois objetivos é o ideal, sempre. Jogar bem para Felipão significava garantir o equilíbrio de que tanto almeja nos setores da equipe e vencer era o resultado para dar ‘moral’ ao time, que não havia vencido com ele uma seleção de ponta.

A seleção brasileira de futebol, contra a França em Porto Alegre, conseguiu uma parte das metas traçadas. A vitória veio com a goleada por 3 x 0, mesmo placar da derrota da final diante do rival da final da Copa de 98.

No quesito atuação, no entanto, a equipe não fez nos 90 minutos a apresentação dos “sonhos”. O primeiro tempo foi nervoso, cheio de passes errados e poucos chutes no gol dos franceses. Na etapa final, o Brasil melhorou a troca de passes, acertou o pé nas finalizações e pressionou a marcação.

Os altos e baixos ainda incomodam Felipão. Mesmo assim, ele está propenso a repetir a equipe que iniciou a partida contra a França no jogo de abertura do torneio diante do Japão.

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Sem mistério, Felipão escala time da estreia da Copa das Confederações
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Leandro Quesada

Se nenhum imprevisto ocorrer, a equipe que inicia o amistoso contra os franceses será a mesma da estreia da Copa das Confederações. “Dentro do que eu falei, se tivéssemos jogado bem contra a Inglaterra, como aconteceu no primeiro tempo, é provável manter a equipe com a inclusão de Marcelo”, revelou Felipão.

Jogo de cena para despistar informações preciosas dos adversários italianos, mexicanos e japoneses? Não acredito. Felipão está seguro do que está armando.

Felipão confirmou que Marcelo entra na lateral esquerda na vaga de Filipe Luis. A única mudança em relação ao jogo diante da Inglaterra.

Nos treinos que serão feitos em Goiânia e Brasília, antes do torneio, a tendência é que os ajustes sejam apenas na tática do time e não na mudança de atletas. “Depois do jogo contra a França, eu posso repensar algumas coisas. Mas em princípio já tenho a equipe, praticamente, pronta. Eu só posso testar alguma coisa contra a França já que diante do Japão é jogo oficial, valendo três pontos”, concluiu o treinador da seleção.

Mesmo com a escalação encaminhada para o torneio, no segundo tempo do duelo com o franceses, Felipão testará outra forma de atuar: “Mudo as características da equipe. Eu pretendo fazer um teste para ver um sistema diferente. Os jogadores já sabem”.

“Eu que quero que a minha equipe apresente alguma evolução tática, principalmente, para que todos vejam que tem uma estrutura bem definida e que os adversários tenham receio”, projeta o pentacampeão.

Contra a França, o Brasil, segundo Felipão, entra em campo com Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo, Luiz Gustavo, Paulinho, Oscar, Hulk, Neymar e Fred. Formação que deve ser repetida na estreia da Copa das Confederações.

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‘Espiões’ da imprensa revelam Marcelo no time de Felipão
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Leandro Quesada

Marcos e dois amigos viram tudo que os jornalistas não puderam no treino fechado de hoje, no CT Anhanguera, em Goiânia.

Escalados em um muro, os três acompanharam o coletivo e deram detalhes a este blogueiro. E ainda pagaram 20 reais cada ao dono da casa para ter a chance de espiar o treino.

“O Felipão colocou Marcelo no time. Já o Paulinho jogou mais recuado”, contou Marcos ainda no muro de uma das casas que cercam o local.

“Ele (Felipão) parou o treino quatro vezes. O jogo terminou 2 x 0 para os titulares, gols de Oscar e Neymar”, completou o ‘espião’.

Se confiáveis as informações, o time titular atuou com Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luis Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Fred e Neymar.

Isso não quer dizer que esta será a formação para enfrentar o amistoso contra a França ou a estreia na Copa das Confederações diante do Japão.

Ps.: Leandro Damião sofreu contusão na coxa durante o treino e será avaliado melhor amanhã. Jô, do Atlético-MG, foi convocado para o amistoso com a França. A CBF não desligou o atleta do Inter até agora. Se isso acontecer, Jô será o substituto na Copa das Confederações.

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Os ‘espiões’ no muro

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A visão dos ‘espiões’


O Santos ficou órfão de Neymar
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Leandro Quesada

A perda do mais falado e comentado jogador do futebol brasileiro já causa dores de cabeça para o Santos. É estranho ver o jogo do Peixe sem Neymar. Parece que falta alma ao time.

Neymar faz uma falta tremenda e não tem ninguém que chegue perto para substituí-lo. A tarefa de encontrar um atleta de nível para o lugar dele é quase impossível. Mesmo tendo o dinheiro da venda do golden boy, acertar o alvo não é simples e nem pode ser feita de qualquer jeito, sem analisar bem as opções do mercado.

Neste momento, o Santos não dá sinais de reação em campo. Nas últimas posições do Brasileirão, é bom ligar o sinal de alerta já. A contratação de pelo menos três jogadores de ponta é fundamental para brigar por algo no longo torneio.

Esquecer Neymar é difícil para a apaixonada torcida. Para o clube é mais do que necessário parar de pensar nele de uma vez e tocar a vida sem o jovem ídolo.

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