Blog do Quesada

Gols ‘mascaram’ passes errados e poucas finalizações certas

Leandro Quesada

Mais de quarenta passes errados e menos de dez finalizações certas talvez pudessem 'desmentir' o placar de 3 x 0 construído pelo Brasil contra a França.

Os números são irrefutáveis, diria o poeta da bola, mas precisam ser muito bem traduzidos para não nos levar ao ponto errado de análise.

Finalizações A seleção chutou mais vezes contra a Inglaterra (31) no Rio e fez um gol apenas. Diante da França, a seleção finalizou 19 vezes (oito chutes certos e onze errados) e marcou três gols. Vai entender!? A qualidade e não a quantidade, neste caso, explica a goleada.

Passes No primeiro tempo do amistoso em Porto Alegre, o time de Felipão errou 29 passes. Já na etapa final diminuiu para onze. Tradução: a seleção errou menos e evitou que a bola chegasse aos pés franceses. Assim, o desgaste é menor pois não é preciso correr atrás do rival para recuperar a bola. Daniel Alves (6), Marcelo (4) e David Luiz (3) foram aqueles que mais erraram passes.

Desarmes Além disto, no quesito desarmes, no segundo tempo, os brasileiros tiraram 23 vezes a bola da equipe de Deschamps. No 1º tempo foram dezesseis.

A marcação mais eficiente e a evolução na troca de passes foram preponderantes para alcançar a vitória contra a França.

Não há dúvida que o futebol da seleção brasileira evoluiu no segundo tempo, justamente, quando trocou alguns jogadores.

David Luiz discorda O zagueiro David Luiz do Chelsea não concorda que a atuação do Brasil tenha sido melhor no segundo tempo: ''Não concordo com você. O time foi muito coeso e seguro em toda a partida. Tivemos muitas oportunidades no primeiro tempo. É claro que quando saem os gols, a gente fala que foi melhor. Mas como sou um jogador defensivo e taticamente tento entender antes das ações acontecerem, acho que acertamos mais passes na primeira etapa''.

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